Educação financeira
Tesouro Direto e títulos públicos: o que muda para seu dinheiro
Tesouro Direto dá acesso a títulos públicos federais. O ponto prático é entender qual título está por trás, qual vencimento ele tem e o que acontece se o resgate vier antes do prazo.

Por que você deveria se importar
Quando o extrato mostra Tesouro Direto, ele não contou a história inteira. Você ainda precisa saber se o título é Selic, Prefixado ou IPCA+, qual é o vencimento e como o preço muda antes desse dia.
Essa diferença afeta liquidez, risco de mercado, imposto, custos e a separação entre rendimento e movimentação de capital.
O que é, em linguagem simples
Títulos públicos são títulos de renda fixa emitidos pelo governo federal. O Tesouro Direto é o programa que permite a pessoas físicas comprar e vender esses títulos.
Os principais tipos para quem investe são Tesouro Selic, Tesouro Prefixado e Tesouro IPCA+. Cada um responde de um jeito a juros, inflação e prazo.
A confusão comum
O erro comum é tratar Tesouro Direto como um produto único. Na prática, ele é uma porta de acesso a títulos com regras diferentes.
Outro erro é misturar risco de crédito com risco de mercado. O emissor é o governo federal, mas o preço do título antes do vencimento pode mudar.
O que conferir antes de comparar
Confira tipo de título, vencimento, indexador, preço atual, regra de resgate, taxa de custódia, imposto e se a comparação está sendo feita com um produto bancário, fundo ou conta remunerada.
Perguntas comuns
Tesouro Direto é coberto pelo FGC?
Não. O FGC cobre determinados créditos contra instituições financeiras dentro de regras próprias. Títulos públicos federais seguem outra lógica.
Todo título público se comporta igual?
Não. Tesouro Selic, Prefixado e IPCA+ têm indexadores, prazos e sensibilidade a juros diferentes.